Comprinhas: Zombicide



Como eu comentei no post sobre o jogo de tabuleiro de Game of Thrones, eu recentemente fui pego pelo vício dos jogos de tabuleiro. Como já tem uns 6 meses do meu primeiro jogo, estava na hora de eu dar um segundo passo nessa coleção.

Estive pesquisando vários jogos durante umas duas semanas e fiquei muito tentado entre dois jogos bem populares: Axis and Allies e Mage Knight. O AnA é um board game militar, que recria diversos combates em suas diversas versões, que variam na quantidade de peças, tamanho do tabuleiro e tema das batalhas (pacífico, europa, mundo e etc) sendo que todas remetem as grandes guerras mundiais. O Mage Knight por sua vez é uma espécie de RPG em tabuleiro, no qual assumimos o comando de heróis que devem cumprir uma série de objetivos em jogos cooperativos ou competitivos. Ambos os jogos flutuam na casa de 300 reais aqui no Brasil, ou cerca de 70 dólares comprando de fora.

O que eu não contava, é que a Galápagos Jogos estava trabalhando em uma versão brasileira do grande sucesso Zombicide. Nesse jogo, os jogadores assumem o comando de sobreviventes em meio a um apocalipse zumbi. Apesar do tema batido, o jogo foi um grande sucesso no Kickstarter ano passado e após chegar de fato ao mercado, cumpriu com as expectativas e manteve o sucesso. Quando fiquei sabendo que o jogo estava chegando, faltavam dois dias para o início da pré-venda e não pensei duas vezes, garanti a minha cópia por justos 199 reais mais frete.



As 1000 unidades produzidas esgotaram na pré-venda e em apenas 3 dias. Isso mesmo, sucesso total de vendas. Os 500 primeiros estão concorrendo a alguns brindes especiais, como personagens exclusivos que faziam parte dos pacotes mais caros do Kickstarter.

O jogo só será enviado dia 16 de julho, então vou aguardar até lá para postar umas fotos minhas do jogo e para escrever mais sobre as minhas opiniões sobre ele. Enquanto isso, vocês podem conhecer  o site oficial e a página da Galápagos, mas já repito que está esgotado.

Leonardo

Filmes da semana


Sei que pulei uma semana (ou duas, rs) mas nem sempre estamos no clima para filmes, não é mesmo?
Acumulei alguns títulos e resolvi que era hora de comentar um pouco do que rolou na minha sessão pipoca :)

Se Beber não case 3


Gostei muito do primeiro filme, continuei achando engraçado no segundo e não poderia deixar de assistir nos cinemas o desfecho da história. O fato é que se você gostou do primeiro filme vai gostar do último, pois a nostalgia de Vegas bate...não vou dar spoilers, mas a trilogia não poderia acabar em outro lugar. Vale a pena assistir, boas risadas garantidas!

Os Miseráveis


Musical baseado na obra de Victor Hugo que eu tive o prazer de ler a muuuuito tempo atrás. A história me marcou muito e desde então me lembro da vida sofrida em busca de dignidade do pobre Jean. Vou contar duas verdades sobre esse filme, a primeira é: Prepare-se para chorar! Eu que conhecia a história chorei do começo ao fim, sem exageros...
A segunda é: Se você não gosta de musicais, passe longe...vá ler o livro! Eu gosto bastante de musicais mas esse em especial é enfadonho, são duas horas e meia de músicas tristes e olha, eu não ia me incomodar tanto se os versos rimassem mais :/
Se você colocar a parte musical de lado vai ver um filme com fotografia perfeita e um Hugh Jackman tão sofrido que você quase acredita que ele tá na merda na vida real...sei que a Anne levou o Oscar, mas ele bem que merecia um também.

Anna Karenina


Sem rodeios o meu filme favorito dos últimos tempos! Do mesmo diretor de Orgulho e Preconceito, que aproveitou os lindos Matthew Macfadyen (Darcy) e Keira Knightley (Lizzie) no elenco. Falando em elenco, desafio qualquer mulher a assistir esse filme e não se apaixonar pelo Aaron Johnson, que por incrível que pareça é o "muleque" de Kick Ass...fiquei chocada quando descobri, esse povo cresce muito rápido! haha
Mas voltando ao filme, ele se passa todo dentro de um teatro, com cenas lindas de mudanças de cenário, como se tudo fosse uma ópera russa lindamente coreografada, esse detalhe em especial ganhou meu coração, nunca assisti nenhum filme assim e achei genial! O figurino é outro fator que rouba o fôlego e eu não vou nem mencionar a trilha sonora e a fotografia...é um espetáculo!
Aconselho pra você que, assim como eu, ama o último filme de Orgulho e preconceito e também para quem gostou de Moulin Rouge e Fantasma da Ópera, pois eu acho que esse filme é uma mistura linda dos dois. Assistam!!

My blueberry Nights


Mais um filme com Jude Law na semana. Esse eu encontrei pelo Netflix e fiquei curiosa pq nunca tinha ouvido falar desse diretor. Embora o filme seja bem comum nos "quesitos técnicos" ele ganha pontos pela história linda que com certeza vai te fazer lembrar daquela sua dor de cotovelo, do ultimo fora que você levou, dos amores que não deram certo...vish! Esse é pra ver com uns chocolates e um ombro amigo do lado, depois não diga que eu não avisei! rs

Esperar para sempre


quando comecei a assistir já me arrependi, uma história absurda de amor onde o protagonista é além de retardado, vagabundo (resumindo like a boss). Poderia parar a descrição por aqui, já que eu não gostei do filme, mas valeu ter assistido só para rever o melhor Rony Weasley da história! haha
Joey Richter me fez querer rever todos os vídeos de "A Very Potter Musical", uma das melhores coisas já feitas sobre Harry Potter! Sei que estou fugindo do tema central do filme mas vale a indicação se você está se sentindo orfão do bruxinho e quer dar umas boas risadas, dá pra encontrar os 3 atos completos e legendados no Youtube!
Curiosidades, depois dessa peça o Harry ganhou papel de destaque no Glee (sim, Darren Criss!) e o Joey interpretou Theon Greyjoy na webserie School of Thrones que eu já falei aqui. Então já que o filme não vale a pena, assistam o musical e fiquem com as músicas na cabeça! ;)

Luana Lopes @luanalop



 

 


Resenhando Game of Thrones Board Game

Quem nunca se viu com um grupo de amigos sem muito o que fazer e de repente resolveu tirar a poeira do armário e trazer aquele War ou Banco Imobiliário velhinho de volta a vida?

Para os mais dedicados, existem opções bem mais elaboradas de jogos de tabuleiro que fazem War parecer brincadeira de criança. Uma delas, é o Game of Thrones Board Game.



Lançado em 2003, o jogo é baseado nos livros das Crônicas de Gelo e Fogo, que mais recentemente deram origem ao seriado da HBO.

Os jogadores assumem o comando de uma das 6 grandes casas de Westeros: Starks, Baratheons, Lannisters, Greyjoys, Martells e Tyrells. Vale notar que a casa Arryn entrou bem recentemente no jogo através de uma expansão e pode ser comprada a parte. Para vencer, o jogador precisa conquistar 7 castelos em até 10 turnos, o que em um jogo de 6 pessoas deve render por volta de 4-5 horas de muita tensão.
marcadores que simbolizam as grandes cidades do jogo


O jogo possui varios elementos que conduzem os turnos e cada ação dos jogadores é simbolizada pelo uso de "marcadores de ordem" que podem atribuir ordens variadas para as unidades em campo, sendo ordens de ataque como ordens de defesa, suporte e outras. Os combates são resolvidos de acordo com as unidades nas áreas de combate, com as ordens de suporte adjacentes e com as cartas das casas, que simbolizam os lordes e nobres. O segredo para um combate vitorioso é sempre estar atento às ordens atribuídas na fase de planejamento do turno, pois uma ordem fora de lugar pode levar a um turno catastrófico para qualquer jogador. Isso mesmo, o celular tocou e você confundiu uma ordem? Vai dançar. Isso só mostra como o jogo requer atenção total dos jogadores.

todos os marcadores que usamos durante o jogo


Os combates são só parte das emoções do jogo. O número de unidades em campo é limitado pelos suprimentos controlados pelo jogador, o que faz com que deva existir um planejamento adequado antes de recrutar unidades, mas não é tão simples como parece, pois os suprimentos não mudam em tempo real e sim apenas em alguns turnos e caso um território chave na cadeia de suprimentos seja perdido na hora errada, pode levar a uma perca dolorosa de unidades valiosas no campo de batalha. Estratégia meus amigos, estratégia. Os recrutamentos possuem mecânica semelhante à dos suprimentos, só há recrutamento quando a carta de recrutamento entra em jogo e as unidades só podem ser recrutadas em castelos, fortalezas ou no mar. Existem 4 tipos de unidade e cada uma tem seu poder de combate: barcos e infantaria com um ponto cada, cavaleiros com 2 pontos e torres de cerco com 4 pontos (válidos apenas para combates contra territórios com castelo ou fortaleza, faz sentido né?).

detalhes para as unidades militares do jogo


Mas não acaba por aí, na parte de cima do mapa, além da muralha, reside o perigo constante dos selvagens. A cada turno, de acordo com as cartas jogadas, a ameaça do ataque selvagem avança e uma vez que alcance o fim do trilho ou que uma carta de ataque selvagem entre em jogo, a horda selvagem invade Westeros e todos os lordes precisam se reunir e combater a ameaça. Para combate-los, os jogadores devem utilizar seus marcadores de poder, adquiridos turno após turno, para ao menos igualar o número da ameaça selvagem.

Winterfell no topo do mapa
Ned, Robb e Roose Bolton
as cartas que dão rumo ao jogo

Ainda há muito o que se falar. Em uma partida para iniciantes, é comum que eu explique o jogo em mais de 20 minutos. São muitas regras e peculiaridades para serem mostradas para que os jogadores possam jogar uma primeira partida de qualidade. Normalmente o primeiro encontro com o jogo é traumático, erros na hora de atribuir ordens, estratégias mal planejadas e etc, mas a medida que o jogador ganha experiência as partidas viram verdadeiras guerras de intrigas.

Por enquanto é só. Para quem quiser mais, a produtora do jogo disponibiliza esse excelente tutorial no youtube para iniciantes. Os 23 minutos do video mostram como o jogo é complexo hehe.

Leonardo

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